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Pé Diabético e Oxigenoterapia Hiperbárica: como o tratamento evita amputações e acelera a cura de feridas.

Para quem convive com o diabetes, um pequeno machucado no pé pode se transformar em um grande sinal de alerta. Devido a alterações na circulação sanguínea e na sensibilidade (conhecida como neuropatia diabética), feridas simples nos membros inferiores têm grande dificuldade para cicatrizar, evoluindo frequentemente para o chamado “pé diabético”.

Quando os curativos convencionais parecem não fazer efeito, a Oxigenoterapia Hiperbárica surge como uma das principais aliadas na preservação dos membros.

Por que a cicatrização do diabético é mais lenta?

Para que uma ferida feche, o corpo precisa enviar um exército de células reconstrutoras através do sangue. Porém, o diabetes crônico tende a estreitar e enrijecer as artérias, diminuindo drasticamente o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo. Sem sangue correndo adequadamente, falta o combustível principal da regeneração: o oxigênio. Esse estado é chamado de hipóxia tecidual.

O papel da câmara hiperbárica no pé diabético

Durante a sessão de Oxigenoterapia Hiperbárica, o paciente permanece em um ambiente pressurizado respirando oxigênio puro a 100%. Sob pressão, o oxigênio não depende apenas das artérias entupidas para se locomover; ele se dissolve diretamente no plasma sanguíneo e atinge os tecidos que estavam em sofrimento.

Essa oferta aumentada de oxigênio promove três efeitos imediatos:

  1. Estímulo à angiogênese: o corpo é estimulado a criar microvasos sanguíneos ao redor da ferida, restaurando a circulação local a longo prazo.
  2. Combate eficiente a infecções: o oxigênio em altas doses potencializa a ação dos antibióticos e ajuda as células de defesa a destruírem as bactérias.
  3. Produção de colágeno: ativa os fibroblastos, células responsáveis pela formação de um novo tecido e cicatrização.

O que diz a ciência?

Estudos científicos compilados pela Undersea and Hyperbaric Medical Society (UHMS) demonstram que a inclusão da Oxigenoterapia Hiperbárica no protocolo de tratamento de feridas por pé diabético pode reduzir o risco de amputações em mais de 70% dos casos graves.

Se você ou um familiar enfrenta dificuldades na cicatrização de lesões decorrentes do diabetes, converse com o seu médico assistente ou agende uma avaliação diretamente em nossa clínica. O tempo é um fator crucial para resolução destes casos, evitando amputações, assim garantindo a qualidade de vida.